O brilho percebido nos cabelos é uma combinação de duas diferentes interações físicas da luz incidente sobre a fibra: espalhamento difuso (D) e reflexão especular (S). Medindo a intensidade destas duas interações pode-se quantificar os valores de brilho (L) para um determinado tipo de cabelo de acordo com a equação apresentada pela equação 1. Esta equação não apenas reproduz os resultados observados por metodologias instrumentais para avaliação do brilho, mas, também, tem uma boa correlação com a percepção de brilho apresentada por consumidores e com a avaliação sensorial por panelistas treinados.
A equação 1 também demonstra que o brilho é tanto maior quanto maior é a intensidade da luz especular (S) refletida em comparação com o espalhamento difuso (D). E que o aumento do espalhamento reduz percepção de brilho.
L = S - D / S
(Eq. 1)
A Figura 1 e 2 apresentam as curvas das reflexões especulares para diferentes cores de cabelo e a Figura 3 apresenta uma imagem ilustrativa identificando os diferentes picos: faixa mais brilhante primeira reflexão especular; faixa menos brilhante somatório das demais reflexões especulares.
O espalhamento difuso alarga e reduz os picos, aumentando as contribuições das outras reflexões especulares que não a primeira, aumentado a sensação de opacidade do cabelo.
Figura 01: Comparação das reflexões especulares para cabelo loiro (curva pontilhada) e cabelo marrom-escuro (curva sólida).
Figura 02: Varreduras realizadas no goniofotômetro em três diferentes fibras iluminadas com luz branca não polarizada.
Figura 03: Análise visual de brilho para diferentes cores de cabelo. Elipse preta: primeira reflexão especular. Retângulos azuis: demais reflexões especulares.
Os fatores que podem contribuir para essas duas interações e, consequentemente, na percepção ou não de um cabelo com brilho são os mais variados possíveis. Entretanto, a reflexão especular depende, principalmente da parte mais externa da fibra capilar ou exocutícula, como é mais comumente conhecida. Já o espalhamento difuso é a soma das descontinuidades óticas observadas na superfície e partes mais internas da fibra e do desalinhamento das mesmas quando da observação do cabelo, que é na verdade um conjunto de fibras amontoadas umas sobre as outras.
Melhorar a homogeneidade e uniformidade da superfície do cabelo é o objetivo de produtos que são conhecidos como bons promovedores de brilho (é o caso de óleos e silicones). Entretanto, alguns produtos que são produzidos com este intuito não promovem o brilho esperado, principalmente, quando comparados com shampoos com alto poder de limpeza. Isto ocorre porque a própria estrutura da fibra capilar já apresenta uma rugosidade elevada, o que contribui para as descontinuidades óticas que aumentam a contribuição do espalhamento difuso. Depositando um produto sobre a fibra capilar de modo tal que se aumente a rugosidade ao invés de uniformizar a superfície da fibra o que se observa é uma redução de brilho para estes produtos.
Sendo assim, a técnica utilizada para comprovação de brilho leva em consideração a diferença entre um cabelo natural limpo e o mesmo cabelo danificado antes e após aplicação de um determinado produto. Quanto mais o próximo o brilho, após a aplicação de um produto, ao brilho de um cabelo natural limpo, mais brilho este produto proporciona.
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